Desde a crise financeira de 2008, Estados Unidos e boa parte dos países europeus precisam ter sua receita maior que a despesa. Procedimento comum de toda pessoa, família, nação que deseje crescer ou, ao menos manter-se são, economicamente falando.
Modelo de Gráfico do Crescimento do Superávit Primário do Brasil 1995 a 2004
Esta condição é conhecida, em Economia, por "Superávit Primário".
Consegue-se esse bom patamar através da contenção de despesas públicas, corte de gastos com contratações, exportando mais, aumentando a taxa de juros e, em geral, causa-se uma insatisfação muito grande na população. Esta, obviamente, sente-se amedrontada com possível desemprego e perdas de benefícios sociais.
Estas medidas são tomadas para que seja possível pedir empréstimo ao FMI, por exemplo. Afinal, exercendo a função de um "banco das nações", socorrendo com empréstimos vultosos, tem suas imposições a serem satisfeitas.
Os Estados Unidos, como maior contribuinte do FMI, tem seu poder de controle aumentado sobre as nações necessitadas deste auxílio.
O FMI, por sua vez, quer seu dinheiro de volta, quer garantias para isto, com os devidos acréscimos em forma de juros, como pratica todo banco. Isto sobrecarrega o governo devedor. Traduzindo, sobrecarrega a nação deste país, o que leva a revoltas e movimentos contrários.
É exatamente esta situação por que passa a Grécia, neste momento. Muitíssimo afetada pela crise que teve seu gatilho na excessiva alavancagem financeira dos bancos norte-americanos, que se estendeu à Europa, a Grécia tem dívidas internas e externas sobre as quais perdeu o controle, precisou recorrer ao FMI que, impôs condições severas.
O país tem hoje uma dívida equivalente a cerca de 142% do Produto Interno Bruto (PIB) do país: a maior relação entre os países da zona do euro. O volume de dívida supera, em muito, o limite de 60% do PIB estabelecido pelo pacto de estabilidade assinado pelo país para fazer parte do euro.
A Grécia gastou bem mais do que podia na última década, pedindo empréstimos pesados e deixando sua economia refém da crescente dívida. Nesse período, os gastos públicos foram às alturas e os salários do funcionalismo praticamente dobraram.
Enquanto os cofres públicos eram esvaziados pelos gastos, a receita era afetada pela evasão de impostos, deixando o país completamente vulnerável quando o mundo foi afetado pela crise de crédito de 2008.
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