Inflação é simplesmente o aumento generalizado do preço dos bens de consumo de forma desordenada.
É a queda do poder de compra do dinheiro.
Antes do surgimento do Plano Real, em que a inflação era completamente descontrolada, os preços dos produtos aumentavam algumas vezes por dia!
Se uma dona de casa fosse ao supermercado às 9:00h e comprasse dois quilos de carne e por eles pagasse R$ 30,00, por exemplo.
Ao retornar à noite e fosse comprar mais 2 quilos deste mesmo tipo de carne, certamente pagaria R$ 32,50... Era assim!
O terror das donas de casa era a maquininha que remarcava os preços. Esse barulho insuportável era o que se ouvia para todo o lado.
Nós comprávamos produtos com 5, ou 6 etiquetas de preço, umas em cima das outras: ainda não existia o controle através do código de barras.
Felizmente, com a criação do Plano Real, no governo do Presidente Fernando Henrique Cardoso, esse problema para os brasileiros foi devidamente extinto.
Ou melhor, houve um controle sobre preços e custos da produção, o que equilibrou a economia e, em alguns poucos anos a população brasileira pôde se ver livre desse "monstro engolidor de dinheiro".
A grande genialidade do Plano Real foi sua instauração gradativa ao longo de alguns meses.
Houve uma indexação diária através de uma tabela de valoração da moeda, o cruzeiro real.
De janeiro a 31 de julho de 1994 os valores da moeda se alteraram para mais até assumir um valor de CR$ 2.750,00 (dois mil, setecentos e cinquenta cruzeiros reais), através da URV (Unidade Real de Valor).
A partir de 1º de agosto de 1994 o governo teve total controle sobre a economia brasileira.
Houve uma "faxina" no nosso sistema financeiro, o que nos proporcionou credibilidade junto ao comércio mundial e nos trouxe para o cenário de país em desenvolvimento.
Mas isto já é outro capítulo de nossa história...
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